Zambézia supera metas de comercialização da Castanha de Caju

A província da Zambézia está próximo de superar a meta de comercialização de castanha de caju. No terreno, apesar do abrandamento do movimento dos comerciantes devido á chuva e á degradação de algumas vias de acesso, continua a acreditar-se que boa parte da castanha ainda está nas mãos dos produtores.
Quando falta apenas uma semana para o fim da campanha, cerca de 15.186 toneladas foram comercializadas, representando um encaixe de mais de mil milhões de meticais. O volume até aqui comercializado corresponde a 90 por cento da meta planificada para este ano, que é de 16.800 toneladas.
Ilídio Bacar, delegado do Instituto de Caju (INCAJU) na província da Zambézia, diz acreditar que a meta será superada, tendo em conta que os produtores continuam a comercializar o produto, estimulados pelo bom preço médio de 67 meticais por quilograma que vigora na presente campanha.
Na Zambézia, a produção da castanha de Caju foi caracterizada por dois factores adversos. O primeiro constitui, segundo Ilídio Bacar, na maturação da castanha no sentido norte e sul da província com escassez de chuvas, mas com uma produção de alta qualidade e em menor quantidade desde Setembro do ano passado.
Um outro cenário registou-se a partir de Dezembro, com chuvas abundantes, uma maturação completa e alta humidade, o que, não só pode ter prejudicado a produção, como também provocou a retirada dos tradicionais comerciantes devido ao mau estado das estradas, o que se refletiu na baixa de preços dos anteriores 67 para 50 e nalguns casos, para 35 meticais o quilo.
Apesar destes factores adversos, Ilídio Bacar garante que esta foi uma das melhores campanhas de produção e comercialização da castanha de Caju, porque as 301 mil famílias produtoras encaixaram 1.050 mil milhões de monetária e os produtores resolveram vários problemas, desde a diversificação da dieta alimentar, alagaram os campos de produção, construíram casas melhoradas, adquiriram os campos de produção, construíram casas melhoradas, adquiriram motorizadas ou melhoraram a cobertura das suas casas.
O nosso entrevistado defende, igualmente, que o impacto social e económico da produção e comercialização da Castanha de Caju é grande devido ao facto dela decorrer em tempo de defeso para outras culturas, o que permite que as famílias tenham mais possibilidade de ganhar mais dinheiro e resolver seus problemas sociais.
“Reparem que na altura do pico de comercialização a castanha chegou a custar 75 a 80 meticais por quilograma”, referiu Llídio Bacar.

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