Surto da Lagarta do Funil de Milho, Spodoptera frugiperda, em Moçambique

O País registou em Fevereiro último a ocorrência de uma nova praga denominada Lagarta do funil de milho, Spodoptera frugiperda (J.E.Smith) (Lepidoptera: Noctuidae) nas províncias de Manica e Tete e posteriormente em todo o País.
A lagarta do funil de milho é originária do continente Americano e é considerada uma espécie invasiva e devastadora da cultura de milho nas zonas tropicais. Dependendo da densidade da população, pode ocorrer a perda completa da cultura até 100% de perdas de rendimento. A praga pode afectar grandes áreas em pouco tempo devido ao seu estado migratório (movimento de larvas) e o adulto, uma borboleta, possui um grande poder de voo. A lagarta do funil do milho pode atacar mais de 80 culturas diversas entre elas, arroz, mapira, trigo, cana de açúcar, contudo, o milho constitui o principal hospedeiro da praga. As lagartas penetram e se escondem no funil do milho, destruindo as folhas centrais (daí o nome “lagarta do funil do milho”).
A espécie Spodoptera frugiperda foi recentemente introduzida acidentalmente no continente Africano, tendo sido reportada pela primeira vez na Nigéria em Janeiro de 2016. A mesma foi se dispersando para outros Países Africanos tendo sido detectada na África Central em Abril de 2016. Muito recentemente, a praga foi confirmada nos Países da SADC tais como África do Sul, Botswana, Zimbabwe, Zâmbia, Namíbia, Malawi, Angola, Swazilândia, Tanzania e Mocambique. A ocorrência desta espécie na região da SADC é considerada uma ameaça séria à produção de milho e à segurança alimentar, pois o milho constitui a fonte básica de alimentação para a maioria da população no meio rural.
No milho o dano é causado em todas as partes aéreas da planta (folhas, caule, espiga e inflorescências). Em plantas jovens os sintomas semelhantes aos da broca do colmo. Depois da emergência as lagartas migram para o funil da planta alimentando-se das folhas novas (tenras). Em infestações tardias a praga causa danos também às espigas.

O ataque desta praga pode ser minimizado semeando cedo e combinando com boas práticas culturais (rotação de culturas, destruição de restos da cultura anterior e outras. A utilização de insecticidas químicos e ate ao momento a principal estratégia de controlo da praga.
O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) através do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) e parceiros esta a envidar esforços no sentido de minimizar os impactos nefastos desta praga no pais de modo a garantir a produção do milho e segurança alimentar das famílias rurais.
O MASA informa ao público em geral que qualquer observação de sintomas, presença ou suspeita da ocorrência da lagarta do funil de milho deve ser reportada ao Departamento de Sanidade Vegetal ou as Autoridades de Agricultura mais próximas para o devido controlo da praga.

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