“Mal-do-Panamá”: Uma praga que ameaça a cultura de banana

O “Mal-do-Panamá”, uma doença que afecta a cultura de banana, da espécie maçã e prata, está a ameaçar a produção desta fruta na farma da Jacarandá, no distrito de Chiúre, extremo sul de Cabo Delgado.
De acordo com o gestor da farma, Paulo Henriques, semanalmente 15 plantas secam e são abatidas, situação que preocupa sobremaneira a firma.
Ele fez saber que a praga infecta com muita rapidez, fazendo com que as plantas afectadas morram volvidos poucos dias, situação que faz com que o bananal perca a sua viabilidade económica.
Para contornar o problema, ainda de acordo com Paulo Henriques, a empresa vai investir na aquisição de novas variedades tolerantes e resistentes a esta doença.
Outro constrangimento apresentado tem a ver com a insuficiência de água para irrigar os campos, sobretudo no tempo seco, altura em que algumas plantas têm dificuldades de receber água suficiente, acabando por baixar a produção.
O gestor da Jacarandá falou igualmente da dificuldade das vias de acesso. “Quando chove esta estrada fica uma lástima, os camiões porta- contentores, não conseguem chegar até aqui, somos obrigados a transportar a banana em tractores para depois fazer o baldeamento. Isso nos traz prejuízos, porque facilmente a banana se estraga durante o manuseamento” – explicou.
Apesar destas dificuldades arroladas, a fonte diz que o negócio de banana ainda é rentável, razão pela qual a empresa projecta aumentar as áreas de produção.
O bananal da Jacarandá ocupa uma área de 100 hectares, no Posto Administrativo de Ocua, concretamente na aldeia Samora Machel, nas margens do rio Lúrio, que separa as províncias de Cabo Delgado e Nampula.
A Jacarandá emprega actualmente 60 trabalhadores permanentes, na sua maioria locais, e em tempos de empacotamento da banana, têm sido contratados trabalhadores sazonais.
Paulo Henriques disse ao nosso Jornal que a colheita semanal é de dois contentores em tempo de chuva e um na época seca.
“O nível de produção é satisfatório, por exemplo de Janeiro a Maio, que é tempo de chuva e de muita humidade, a gente consegue encher por mês cerca de 6 contentores. No tempo seco não temos conseguido esta quantidade devido a escassez de água para irrigação dos campos”.
Henriques acrescentou que o maior mercado da banana da sua farma é Dubai, “mas temos que diversificar o mercado, por isso estamos a exportar também para África do Sul, porque em Dubai há muita concorrência, uma vez que na Ásia existem muitos países produtores de banana. Localmente temos fornecido 1 tonelada por semana a “Shoprite” em Pemba”.
A produção de banana em moldes industriais, em Chiúre, de acordo com o gestor da Jacarandá, iniciou com os trabalhos preliminares que se cingiram ao desbravamento da mata para abertura de campos de produção. Seguiu-se a importação, da vizinha África do Sul, de cerca de 220 mil mudas de bananeiras que, actualmente, já se multiplicaram numa área de 100 hectares, divididos em dois blocos de 50 cada.

In Jornal Notícias

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