Higino de Marrule garante que o país continuará a ser auto-suficiente no milho

O primeiro trimestre deste ano foi marcado pela perda de 188 mil hectares de culturas diversas, cifra que corresponde a 1,2 por cento da área planificada para a presente época agrícola 2017/2018.
As pragas, doenças e chuvas acima do normal nas zonas centro e norte de Moçambique e irregulares na zona sul contribuíram para esta perda, sendo o milho a cultura mais afectada com a destruição de 116 mil hectares.
A informação foi avançada ontem, em Maputo, pelo titular do pelouro do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), Higino de Marrule.
“Nas culturas alimentares, perspectiva-se a produção de 3,3 milhões de cereais contra 2,6 milhões do período do ano homólogo (2017 usado como referência), o que representa um crescimento de 26,9 por cento”, disse Marrule, falando na sessão de abertura do IV Conselho Coordenador do MASA.
Apesar destas perdas o governante afirma que o país continuará a ser auto-suficiente no milho, tanto para o consumo como para a indústria nacional e, por isso, caracteriza este período como positivo, com o crescimento também na produção de algumas culturas.
As leguminosas e os tubérculos registaram, igualmente, um crescimento, de 15,5 por cento e 12 por cento, respectivamente.
“No primeiro trimestre tivemos uma produção de 816 mil toneladas, contra 707 mil, das leguminosas, os feijões tiveram maior peso com 490 mil toneladas, as raízes e tubérculos registaram igualmente um crescimento de 12,7 milhões de 2017 para 14,2 milhões em 2018”, explicou, segundo a AIM.
Já a castanha de caju registou uma redução de oito por cento, na comercialização, que foi de cerca de 126 mil toneladas, o que representa uma realização de 85 por cento, a redução deve-se a baixa produção nas zonas sul e centro.
Apesar destas vicissitudes, Marrule disse que foi possível exportar desta produção 32,6 mil toneladas, garantindo uma arrecadação de receita bruta no valor de 54,1 milhões de dólares sendo que a indústria nacional absorver 47,8 mil toneladas”.
Na pecuária, os produtos com maior impacto na dieta alimentar dos moçambicanos registaram um crescimento assinalável, com destaque para a carne de frango, com 94,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 64 por cento.
“Este crescimento deve-se aos investimentos realizados pelo sector privado, a que se junta a linha de crédito avícola do fundo de desenvolvimento agrário, no montante de 95 milhões de meticais”, revelou.
A fonte apontou ainda que foram registadas também melhorias na produção de carne bovina, leite e ovos. A carne bovina, com uma produção de 3,1 mil toneladas, cresceu em 19,6 por cento. Marrule referiu que a campanha agrária 2018/2019 será realizada num contexto de escassez de recursos, o que desafia o sector a reinventar-se, priorizando uma planificação orientada para acções de impacto na produção.

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