Govuro vai processar fruta

O distrito de Govuro, na província de Inhambane, poderá dispor de uma unidade industrial de processamento de fruta, com o propósito de aproveitar a grande produção que nos próximos tempos poderá verificar-se com a entrada de grandes investimentos nesta área.
A intenção foi manifestada há dias ao ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule, no contacto com os produtores de fruta na província de Inhambane.
Higino Marrule disse no final da sua visita à província de Inhambane que aquela região do país poderá deixar nos próximos tempos de ser dependente dos países vizinhos, no que diz respeito ao abastecimento em fruta, bem como em comida, mercê do grande desempenho que se verifica na provisão destes produtos pelos produtores do sector familiar e do privado.
Para o efeito, recomendou em especial aos produtores da fruta a continuarem a investir nesta actividade porque o país necessita de se tornar auto-suficiente nesta componente, para poupar recursos na importação de produtos para o abastecimento nacional.
Por sua vez, os produtores de fruta solicitaram, no referido encontro, grande apoio do Governo para viabilizar as actividades que serão realizadas pelos privados, nomeadamente em vias de acesso e energia eléctrica para os polos de produção, industrialização rural, para assegurar a comercialização agrícola.
Ernesto Gove, um dos produtores de fruta presente na reunião, disse que o Governo deve incentivar o sector agrário, pois pode dinamizar a economia do país.
“Não podemos continuar a comprar produtos quando temos possibilidade de produzi-los no nosso país. Temos rios, lagoas, além do lençol freático que se encontra próximo em algumas zonas, facto que facilita a nossa actividade, se quisermos comparar com outros países, que apresentam 80 por cento das suas terras nas montanhas”, explicou Gove, tendo acrescentando que esses países conseguem, ainda assim, produzir mais comida e vender para Moçambique.
“Temos de inverter o cenário”, referiu o antigo governador do Banco de Moçambique, hoje produtor na região de Inhacoongo, distrito de Inharrime.
No distrito de Govuro, o timoneiro da Agricultura e Segurança Alimentar visitou campos de mudas de mangueiras e ananaseiros pertencentes à empresa Jab Moz, e foi informado que, no presente ano, aquele investidor pretende construir uma fábrica para processamento da produção.
No total, existe uma área de 200 hectares preparada para plantio de ananaseiros, sendo que neste momento 34 hectares já foram explorados. Nesta área, espera-se que até Abril deste ano arranque a primeira colheita com um rendimento estimado de cerca de dez toneladas por hectare. Com o arranque da colheita em toda a área já preparada, a Jab Moz planificou uma produção global de duas mil toneladas de ananás por época.
A mesma empresa de capitais sul-africanos lançou também a manga em cerca de 70 hectares, com previsão até 500 hectares até ao final deste ano, e estima-se uma produção, no primeiro ano, de 7500 toneladas de mangas em toda a área.
Higino de Marrule exortou os proprietários da empresa a não se limitarem a dar emprego à população local, mas também a transferirem conhecimento para que comece a apostar em produção industrial e não apenas familiar.
“É um trabalho por incentivar. Pensamos que não só vai dinamizar o distrito, mas sim a província e o país em geral, pois são divisas para os cofres do Estado. Queremos que a população também tenha conhecimento sobre este tipo de produção”, sugeriu o ministro.
Num investimento de 24 milhões de randes, os proprietários da empresa afirmaram que 80 por cento da produção se destina ao mercado internacional e apenas 20 por cento ao nacional. (Jornal Notícias)

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