Governo aprova o plano de acção de combate a brucelose e tuberculose bovinas

Um plano de acção acaba de ser posto em marcha visando a prevenção e combate à brucelose e tuberculose em bovinos, duas doenças que afectam a saúde e o desenvolvimento do gado no país e que podem ser transmitidas aos humanos.
A fase-piloto da iniciativa será implementada dentro de dois anos no Sul do país e nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia, na zona centro.
O lançamento do plano de acção deve-se à preocupação com a prevalência das doenças, de acordo com Ana Comoana, porta-voz da 2.ª sessão do Conselho de Ministros.
Em 2016 foram notificados 167 focos, com 1828 casos de tuberculose bovina em 65 distritos, o que representa um aumento da doença em 26.5 por cento em relação a 2015.
Por sua vez, para a brucelose foram detectados 380 casos em 3487 animais testados no ano passado, o que indica uma prevalência na ordem de 10.8 por cento.
A estratégia a ser posta em execução tem como objectivo, de acordo com a também vice-ministra da Cultura e Turismo, a criação no país, de zonas livres de brucelose e tuberculose bovinas.
Entre os resultados esperados, a fonte destacou o aumento do peso da carcaça da média actual de 146 quilogramas para 160, o que tornará o negócio de venda de carne mais rentável.
Espera-se também a redução do risco de infecção em humanos e melhoria do conhecimento do maneio e não só.
Pelo menos 18.4 milhões de meticais serão desembolsados pelo Governo para a materialização da iniciativa, devendo-se atingir pouco mais de 430 mil bovinos nas sete províncias seleccionadas para a fase-piloto.

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